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segunda-feira, 21 de março de 2011

Tabela do IR está 53,5% defasada

Enquanto o reajuste da tabela do Imposto de Renda foi de 53,5% nos últimos 15 anos, a inflação acelerou 97,85%, segundo estudo da empresa de consultoria Ernst & Young. O descompasso continua em 2011. A correção anunciada para o IR é de 4,5%, mas a inflação estimada é de 5,75%. "Se a tabela não for atualizada de acordo com a inflação, o reajuste salarial passa a ser interpretado como aumento, e o funcionário, tributado por causa disso", diz o líder de Imposto de Renda da Ernst & Young, Daniel Villas.

A defasagem brasileira de 44,5% é bem superior a da China, onde o índice acumulado é de 27,60%, e do Chile, com nível zero. "Nesse quesito, o Chile é um país-modelo da América Latina", diz Villas. (FT)




Fonte:  http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=165570,OTE&IdCanal=5

Temos como intuito postar notícias relevantes que foram divulgadas pela mídia e são de interesse do curso abordado neste blog. E por isso esta matéria foi retirada na íntegra da fonte acima citada, portanto, pertencem a ela todos os créditos autorais.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Defasagem na tabela do IR passa de 70%

No último dia de 2010, o governo confirmou que a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) --que, desde 2007, é corrigida pela meta de inflação, de 4,5%-- não teve mudança para o ano-base 2011.
A defasagem desde 1995, que já superava 64%, deve passar de 70%, segundo cálculos do Sindifisco Nacional. 

A tabela precisaria ter um reajuste de 71,5% para compensar toda a inflação acumulada entre 1995 e 2011. Isso significa que os contribuintes têm sido descontados bem acima da reposição dos salários, corrigidos ao menos tendo como base o índice de preços acumulado. 

De acordo com o diretor de Estudos Técnicos do Sindifisco, Luiz Antonio Benedito, esse cálculo leva em conta o centro da meta de inflação no ano, estipulada em 4,5%. 

A correção anual da tabela tinha como meta assegurar maior justiça tributária. Ao abandonar essa política, o governo expõe contribuintes a uma sobretaxação e provoca alta na arrecadação do IR. 

"O governo apresentava a correção como uma benesse, quando é um direito do contribuinte", afirma o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike.

Para o supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, os ganhos de receita sem a correção não são expressivos. "Sempre que aumenta a renda aumenta a arrecadação."

Segundo especialistas, o ganho de arrecadação sem a correção é equivalente à inflação no ano. A arrecadação do IR deve se aproximar de R$ 18 bilhões em 2010. Sem contar a alta por fatores macroeconômicos, só os ganhos por não corrigir a tabela podem atingir R$ 810 milhões.