segunda-feira, 26 de maio de 2014

Situação econômica x Situação financeira



É comum ouvirmos dizer que determinada pessoa está em boa situação econômica, mas sua situação financeira está muito apertada. O que isso quer dizer?
Isso quer dizer que essa pessoa possui uma expressiva quantidade de bens e de direitos em seu poder (patrimônio bruto) e, desse total, uma grande maioria lhe pertence efetivamente (ou seja, não foi obtida por meio de financiamentos de terceiros). Esse volume de bens e direitos que o indivíduo tem em seu poder e que efetivamente lhe pertence é a medida do seu Patrimônio Líquido, ou de sua riqueza, ou, ainda, de situação econômica.
Mas essa mesma pessoa, que possui esse vultuoso valor de riqueza, pode, eventualmente, não contar o recursos disponíveis para o pagamentos de seus compromissos mais urgentes, caracterizando, assim, uma situação financeira de relativo aperto.
Pode ocorrer também o contrário, ou seja, o indivíduo não tem problema de pagamento de compromissos, mas, em compensação, também não tem Patrimônio Líquido algum, o que caracterizaria uma situação financeira tranquila e uma situação econômica de quase absoluta pobreza. Aspecto importante a ser analisado em relação à situação econômica é o da evolução patrimonial. Assim, dois indivíduos que têm boa situação econômica (o mesmo valor de riqueza) podem ter rendas e despesas mensais distintas.
Assim, a análise da situação econômica pode se resumir em dois indicadores – participação do capital próprio e rentabilidade (ou retorno) sobre o investimento – e na análise da evolução histórica desses dois índices.
Capital próprio absoluto e relativo
O Capital Próprio corresponde , de modo geral, ao valor do Patrimônio Líquido, aonde mostra a situação econômica em termos absolutos. Já a participação do capital próprio, medida pelo quociente capital próprio/Ativo total, indica a mesma situação em termo relativos.
Capital Próprio – evolução
A evolução patrimonial pode ser constatada, de forma prática e objetiva, comparando-se o Patrimônio Líquido (ou capital próprio) apurado no balanço atual com o apurado em balanços anteriores, tanto em termos absolutos como relativos. Mais importante que a apuração do valor monetário do aumento do Patrimônio Líquido é a investigação dos fatores que determinaram esse acréscimo. Os fatores que podem provocar a elevação em pauta são: reinvestimento de lucros; entrada de novos recursos, reavaliação de bens do Ativo e ajuste (para mais) na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Podemos concluir que a situação econômica é caracterizada, de forma estática, pelo montante dos recursos próprios existentes e por sua expressão relativa dentre os valores aplicados no Ativo e, de forma dinâmica, pela evolução patrimonial. Considera-se favorável a situação da empresa que apresentar as seguintes condições: primeiro, deve haver capital próprio em montante expressivo, em face do total dos recursos aplicados e das necessidades normais da empresa; segundo, o capital próprio deve evoluir por meio de reinvestimento de lucros ou da entrada de novos recursos ; e, terceiro, a rentabilidade deve ser suficiente para amparar o desenvolvimento normal dos negócios.
Referência: REIS, Arnaldo. Demonstrações Contábeis: estrutura e análise. 2003
Por Flavia Diniz

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens Recentes: