quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nota eletrônica amplia receita

Com as novas tecnologias da informação, a Economia brasileira está em processo de modernização tanto no que diz respeito aos mecanismos de tributação, como na contabilidade das empresas. Já posta em funcionamento pela Secretaria da Fazenda (Sefaz-CE), a nota fiscal por meio eletrônico (NF-e), já incide sobre circulação de mercadorias no Estado e, a partir de dezembro, a Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin) deve instituir a Nota Fiscal Eletrônica para Serviços.

Para o presidente da Rede Nacional de Contabilidade (RNC), o contador e advogado, Robinson de Castro e Silva, a adoção da
Tecnologia traz saldo positivo à economia, tendo em vista a diminuição da sonegação fiscal. Os tributos sendo pagos devidamente, mudanças devem ser sentidas por todo setores. O Fisco deve arrecadar mais, e a otimização dessa máquina pode trazer mudanças à Economia local.

"No momento em que a contribuição é otimizada, uma arrecadação maior é gerada e sendo necessária uma calibragem de alíquotas para que alguns setores não entrem em estado caótico, com mudanças de preços por exemplo", explica Robinson de Castro e Silva.


Vantagens


Entre outras vantagens, a adoção dos meios eletrônicos prometem concentrar informações das empresas para os órgãos de fiscalização, e substituição livros fiscais manuais para o livro eletrônico. Mas além disso, as empresas também são beneficiadas com gastos administrativos menores. Para o diretor da RNC e empresário contábil Marcos Apóstolo, todos os lados saem ganhando com a utilização da teconologia.


"As empresas atravessaram pelo menos uma década se modernizando internamente, digitalizando dados, enquanto o Fisco não se atentava. Hoje, o Fisco acordou para essa questão e exige as informações junto ao empresário com uma infinidade de declarações. A
Tendência é que se diminuam o número de obrigações, diminuindo o custo administrativa. Em boa parte das empresas, um contingente de pessoal é utilizado para preencher as formalidades burocráticas, por exemplo", explica.

Novo padrão


Assim como a
Política fiscal se moderniza, a contabilidade também se encontra no mesmo processo. A atividade passa por um período de convergência internacional. A Lei 11.638/07 já está em vigor e o IFRS - International Financial Reporting Standards (Padrões de Relatórios Financeiros Internacionais) é realidade nos escritórios de contabilidade brasileiros. As corporações, por intermédio de seus profissionais contábeis, precisam adequar-se rapidamente às melhorias. No entanto, para Castro e Silva, esse processo de modernização caminha a passos lentos. "Estamos engatinhando diante da nova norma. Pequenas empresas ainda têm dificuldade para se adequar e o contador precisa de um tempo para se capacitar", diz. Apesar disso, os efeitos já são sentidos para grandes empresas. "A atividade contábil é realizada da mesma forma que o resto do mundo o que permite migrações para o mercado de ações". Para o empresário contábil Antonio Colares, "as novas regras também reconfiguram o papel do contador, que deve passar a ser mais valorizado".

Fonte: Diário do Nordeste

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